Google Street View: representação e experiência presencial
O Google
Street View é uma ferramenta muito útil para análise dos espaços, ainda mais
aliado às novas tecnologias de imersão e realidade virtual, permitindo uma
certa vivência dos ambientes, ainda que bem rasa. Visitando os arredores e o
interior do parque por ele, foi possível ter uma boa noção de como esses
lugares são, como eles se organizam e até como foram mudando através do tempo,
por meio de um recurso disponibilizado que permite a visualização de imagens
capturadas em anos mais antigos. É uma experiência proveitosa, porém muito
limitada. Estando no parque presencialmente, uma série de outros elementos que
não são obtidos por meio da visita digital permite uma vivência muito mais
completa do local, já que assim é possível perceber cheiro, temperatura, vento,
animais, pessoas interagindo entre si e com o espaço e as dinâmicas que regem o
ambiente por completo. Além disso, todos esses fatores se relacionam a um grau
de particularidade, isto é, cada pessoa tem uma apreensão do espaço que depende
de sua percepção, do seu gosto e do seu conhecimento de mundo.
Já é uma
questão a ser debatida o fato de que o desenvolvimento de realidades virtuais
avança mais e mais a cada dia. Surge então os questionamentos: até quando a
experiência autêntica será mais proveitosa do que a experiência digital? Quando
as tecnologias forem capazes de reproduzir todas as variáveis e recriar o
ambiente perfeito, o que irá distinguir o real do virtual? Mesmo que o mundo em
que vivemos seja regido por um acaso que jamais poderá ser construído por um
computador, essas perguntas ainda não possuem resposta, já que ainda não se
sabe o que pode ser feito para superar esse empecilho, ou mesmo se ele pode ser
vencido.

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