Crítica ao objeto interativo de um colega
Para conceber
seu objeto interativo, Letícia Ernandes levou em consideração uma barraca e um
gato de enfeite, além da sua sapatilha de dança, que estava conectada com os
outros dois na rede estabelecida em sala. Para relacioná-los, ela observou o
que tinham em comum – a questão da descoberta pessoal e do autoconhecimento. “Apesar
de ser um processo individual você se descobrir e se definir, ele é mediado por
outras pessoas. Por exemplo, ao formar uma opinião política, o indivíduo deve
estar ciente do que as outras pessoas acreditam, e levar em consideração suas
opiniões. No balé, para a evolução do bailarino, ele deve focar em seu avanço a
cada dia, e não se comparar com os outros”. A partir desse pensamento, ela
elaborou uma vestimenta de tecido elástico que teria a forma de um jogo da
velha, podendo o uso ser individual ou coletivo, produzindo assim uma experiência
relacionada ao movimento.
A reflexão da
Letícia inicialmente parece um pouco confusa, já que a conexão que ela fez
entre os objetos teve um alto nível de abstracionismo, mas é bastante válida. O
objeto idealizado por ela atende bem ao que foi pedido, seu uso se encaixa na
lógica programática, apesar de, ao meu ver, não representar muito bem o
enunciado por ela proposto. Evidencia claramente o elemento da dança, que está
intrínseco a questão do movimento, mas deixa um pouco de lado a barraca e o
gato. Ainda assim, é uma ideia com grande potencial e é bem satisfatória no
quesito interativo, abre possibilidades para diversos tipos de interação e
reflexão e parece ser bem interessante e divertida.
Comentários
Postar um comentário