Ideia abstrata da intervenção

                O local escolhido pelo meu grupo – Triângulo, como foi apelidado – desde o início apresentava um potencial que parecia interessante ser estudado e aproveitado mais a fundo. Fazendo uma análise superficial, poderia se dizer que era apenas um local comum de passagem, mas após vivenciar, experimentar e fazer parte do lugar por tanto tempo, foi possível compreender uma quantidade imensurável de sensações e características que estavam intrínsecas àquele espaço, além desse juízo inicial. Mais do que um ambiente de atividades transitórias, o Triângulo era um espaço a ser apropriado das mais diferentes formas – refúgio, repouso, conversa, caminho, tudo isso ao mesmo tempo, com distintas interpretações por cada pessoa (o que pôde ser melhor compreendido por meio das entrevistas). Além disso, um diálogo importante e o tempo todo presente naquele lugar era a convivência de carros e pessoas, que algumas horas era visto como conflito, e outras, como uma interação orgânica. A intervenção Mo(no)lito tinha a intenção de justamente evidenciar essa relação que estava presente em todos os tipos de apropriação do Triângulo, ao mesmo tempo em que demonstrava para as pessoas o potencial daquele espaço residual do encontro entre as ruas. Estariam realçadas, então, a ideia de refúgio, de permanência (que constitui enorme contraste com o ideal de transitoriedade) e de dicotomia, relativa aos automóveis e transeuntes.

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